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— Drogas

Uma análise teórica das diferentes categorias de Drogas Psicotrópicas

Grupo Messias
Uma análise teórica das diferentes categorias de Drogas Psicotrópicas

Por Raique Almeida

            As drogas psicotrópicas são substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central (SNC), provocando alterações no estado mental, no comportamento e nas funções cognitivas e emocionais. Segundo Carlini (2006), essas drogas podem ser utilizadas com fins terapêuticos como no tratamento de transtornos mentais ou de forma recreativa, podendo causar dependência. A compreensão das diferentes categorias de psicotrópicos é fundamental para o uso responsável e o desenvolvimento de políticas públicas eficazes de saúde mental.

            De forma geral, as drogas psicotrópicas se dividem em três grandes categorias como depressoras, estimulantes e perturbadoras.

            As drogas depressoras do SNC diminuem a atividade cerebral, provocando efeitos como relaxamento, sonolência e redução da ansiedade. Entre as mais conhecidas estão os benzodiazepínicos, como o diazepam, e o álcool. Essas substâncias são comumente utilizadas em tratamentos psiquiátricos, mas apresentam elevado potencial de dependência química e tolerância, como destaca Goodman (2010), em sua obra sobre farmacologia médica.

            Já as drogas estimulantes aumentam a atividade do SNC, elevando os níveis de atenção, energia e euforia. Substâncias como a cafeína, a nicotina, as anfetaminas e a cocaína fazem parte desse grupo. Apesar de seu uso terapêutico em alguns casos como no tratamento do TDAH, seu uso recreativo está associado a sérios riscos à saúde física e mental (WHO, 2022).

            As drogas perturbadoras, também chamadas de alucinógenas, modificam de maneira intensa a percepção da realidade, os sentidos e o estado de consciência. Entre elas estão o LSD, a mescalina, a psilocibina (presente em certos cogumelos) e, em alguns contextos, a maconha. Essas drogas têm sido investigadas nos últimos anos por seu potencial terapêutico, especialmente no tratamento de depressão resistente e transtorno de estresse pós-traumático (MAPS, 2021). Contudo, ainda geram controvérsia quanto à sua legalização e uso seguro.

            A classificação das drogas psicotrópicas ajuda a compreender seus diferentes efeitos sobre o corpo e a mente, bem como os riscos envolvidos em seu uso inadequado. Para Foucault (1979), a medicalização do comportamento humano incluindo o uso de psicofármacos também revela uma dimensão política e social do controle sobre os corpos e mentes, especialmente nos contextos institucionais como escolas, hospitais e prisões.

            Portanto, refletir criticamente sobre as drogas psicotrópicas exige não apenas o conhecimento dos seus efeitos farmacológicos, mas também uma análise das estruturas sociais que promovem, regula e, por vezes, criminalizam o seu uso.

Referências
CARLINI, E. A. O uso indevido de medicamentos psicoativos: implicações para a saúde pública. São Paulo: UNIFESP, 2006.
FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1979.
GOODMAN, L. S. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

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